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A SOMBRA

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 |

Uma insignificante sombra pousou sobre a mesa cor de tabaco. Quase não pude perceber a nuance, uma gradiente, que saltava de um lado para o outro, fugindo sistematicamente da minha mão incansável. Mentira. Cansava-se ao mesmo tempo em que meu braço: descansavam juntos, em uma trégua amigável e sem receios de que qualquer um dos lados quebrasse a regra improvisada. Ficaram assim até que o dia amanheceu e a sombra partisse imperceptivelmente, deixando minha mão solitariamente iluminada.


1 comentários:

Monah Ruas disse...

Gostei!
Gosto de visão poética dos poetas das coisas simples....

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